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10 de abr. de 2013

Importância da Vacinação nos Cães


O que é a vacinação:

    Existem diversos vírus e bactérias capazes de causar doenças graves nos cães e gatos, algumas delas podem ser fatais por não haver tratamento específico, como a cinomose nos cães.  Mas graças a anos de estudos de vários pesquisadores, foram desenvolvidas vacinas que evitam algumas das infecções mais graves.

    Conheça as 5 vacinas que estão disponíveis no mercado brasileiro e a importância delas na saúde do seu cão.


Vacinas: 


CÃES

Principais doenças que podem ser prevenidas pela vacinação anual:

DÉCTUPLA é composta por: 

Cinomose: doença viral que acomete cães de qualquer idade. É altamente contagiosa através do contato direto com secreções principalmente nasais dos animais doentes. O vírus pode ficar disperso no ar principalmente em temperaturas mais frias. No cão, pode manifestar sinais cutâneos, gastrointestinais, respiratórios ou neurológicos e como não há tratamento específico, a taxa de mortalidade é alta. Os animais doentes podem receber tratamento sintomático, e os que conseguem driblar a doença acabam ficando com seqüelas (principalmente neurológicas) pro resto da vida.
Parvovirose: doença viral que acomete mais comumente filhotes, levando a um quadro gastrointestinal grave com diarréia e vômitos com sangue. O contágio ocorre através do contato com as fezes contaminadas, porém o vírus pode permanecer no ambiente por meses a anos. Também não há tratamento específico, somente sintomático, e a taxa de mortalidade é alta.
Coronavirose: doença viral, com manifestação gastrointestinal semelhante a parvovirose, porém mais branda. O cão também se contamina ao entrar em contato com as fezes contaminadas.
Leptospirose: doença bacteriana, que pode ser causada por diversos sorovares (tipos de leptospira) existindo mais de 10 que pode contaminar o cão. Cada sorovar manifesta uma sintomatologia clínica, que pode variar de lesões graves em rins, fígado e hemorragias. O animal se contamina entrando em contato com o animal doente ou urina contaminada (que também pode contaminar água e alimentos). Na vacina, existem 4 tipos de sorovares.
Parainfluenza e Adenovírus tipo 2:  doenças  virais, que acometem o sistema respiratório causando tosse, espirro que podem evoluir pra pneumonia. O cão se contamina ao entrar em contato com os animais doentes,  que transmitem o vírus através de partículas durante a tosse ou espirro. Altamente contagiosa, principalmente  em locais com grande número de animais (canis, parques).
Hepatite Infecciosa:  doença viral com manifestação hepática e ocular. Ocorre através do contato  oronasal com o cão doente.


ANTI-RÁBICA: Doença viral grave e sem cura.. Por se tratar de uma importante zoonose (que os cães ou gatos doentes transmitem pela mordedura/saliva), a vacina contra raiva é a única obrigatória por lei Federal no Brasil. Todos os cães e gatos devem ser vacinados anualmente com esta vacina.


TOSSE DOS CANIS: Existem 3 tipos de vacina contra a tosse dos canis, sendo 2 injetáveis e uma intranasal. A diferença básica entre elas, além da via de administração, é a quantidade de agentes ao qual ela protege. Duas protegem contra o adenovírus tipo2, parainfluenza e Bordetella bronchiseptica já a terceira protege somente contra a Bordetella bronchiseptica.


GIÁRDIA: Protozoário que habita diversas fontes de água e quando ingerido podem causar sérios e numerosos problemas gastroentéricos nos cães. Pessoas também podem ser contaminadas ao ingerir água e/ou verduras e frutas mau lavadas. A vacina induz imunidade protetora, redução da infecção, reduz a contaminação ambiental, previne a transmissão zoonótica além de minimizar os sinais clínicos associados.


LEISHMANIOSE: Grave doença transmitida pela picada de determinadas espécies de mosquitos. Manifesta inúmeros sinais clínicos no cão como lesões em pele, aumento de linfonodos, anemia, alterações em órgãos como baço, rins  e fígado  entre outros. O tratamento canino com determinadas drogas é proibido no Brasil.
A vacina já está disponível em todo o país. Para começar a vacinação, é necessário que se faça um exame de sangue antes, para comprovar que o cão não é portador da doença. Neste momento do exame e durante todo o período de vacinação, ele deverá usar a coleira Scalibur® que protege contra picadas de mosquitos, além de pulgas e carrapatos.




14 de mar. de 2013

Cinomose canina: Como prevenir e tratar.



Tem um email “rolando na rede” falando sobre um tratamento para cinomose feito com  “suco” a base de quiabo com leite ou água.
Como Médica Veterinária, tenho a obrigação de informar e alertar nossos cliente e amigos sobre mentiras como essa!!!

O que é a CINOMOSE ?? Como prevenir e tratar.

   A cinomose foi verificada na Europa na segunda metade do século XVIII, proveniente da Ásia.  É uma enfermidade com distribuição mundial e endêmica.
   Esta doença é proveniente de um vírus, altamente contagioso entre os cães e outros carnívoros. É a causa mais comum de convulsões nos cães com menos de 6 meses de idade.
   Não há predileção sazonal, por sexo ou raça, a incidência é mais alta entre os 60 e 90 dias de idade, período em que diminui a taxa de anticorpos maternos. No entanto, cães até os 2 anos de idade são comumente afetados, e em função da não vacinação, falhas imunológicas ou ausência de contato com o vírus. Cães a partir dos 7-9 anos também podem desenvolver a doença.
A transmissão ocorre principalmente por aerossóis e gotículas infectantes provenientes de secreções e excreções oculares, respiratórias, digestivas e urinárias.
   A manifestação clínica da infecção depende do título, da estirpe viral infectante, da idade e do perfil imunológico do animal.
   Os principais sinais são: descarga naso-ocular serosa a mucopurulenta (ceratoconjuntivite e rinite), tosse, dispnéia e estertores pulmonares (pneumonia inicialmente intersticial – efeito viral e posteriormente broncopneumonia – infecção bacteriana secundária), vômito, diarréia, lesões oftálmicas e cegueira.
   A forma dos coxins plantares fibrosados – hiperceratose – costuma ser progressiva. Comumente  só é notada de 3 a 6 meses após a infecção aguda, podendo surgir até anos após a fase clínica. Também é comum a depilação ao redor dos olhos com formação de crostas, dando o aspecto de óculos.
   O diagnóstico da cinomose geralmente baseia-se nos sinais clínicos típicos em um cão jovem (2-6 meses) que tenha uma história de vacinações inadequadas e possibilidades de exposição ao vírus.
   Não há medicamentos anti-virais ou agentes quimioterápicos de valor prático para o tratamento específico da cinomose em cães. 
   Antibióticos de amplo espectro são indicados para o controle das infecções bacterianas secundárias, líquidos, eletrólitos, vitaminas do complexo B e complementos nutricionais são indicados para terapia auxiliar.
   A forma  eficaz de prevenir a cinomose é através da vacinação. 
   Esta deverá ser feita com vacinas veterinárias éticas, em consultórios ou clínicas, sempre carimbada por um Médico Veterinário responsável
   O esquema de vacinação começa a partir dos 45 dias de vida do animal com a múltipla canina, sendo necessário uma revacinação aos 66 dias e outra aos 87 dias (intervalos de 3 semanas entre cada dose, no total de 3). Algumas raças mais sensíveis como o Dobermann e o Rottweiller necessitam de 4 doses.

Por: Nathalia Breder

Fonte:
Tratado de medicina interna veterinária. ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C
Enfermidades infecciosas dos mamíferos domésticos – CORREA, W. M.; CORREA, C. M
Consulta Veterinária em 5 minutos. TILLEY, C. P.; SMITH, F. W. K

Publicado em: http://veterinarioemfoco.com.br/o-que-e-a-cinomose-canina-como-prevenir-e-tratar/